ARTE OBSSESSIVA


As vezes a criatividade supera as limitações físicas e psicológicas. Um exempo é a Yayoi Kusama, maior nome da pop art japonesa. Ela transformou seu Transtorno Obsessivo Compulsivo em arte. Foi o que li no artigo do site Walkshow.

Yayoi Kusama: pop art obsessiva e compulsiva
Artista transformou sua doença em obras consagradas

Uma senhora japonesa prestes a completar 81 anos vive um cotidiano bastante curioso em Tóquio. Seu nome é Yayoi Kusama e ela é conhecida como a maior artista plástica da pop art nipônica. Entre os feitos de sua carreira estão o fato de ter vendido uma de suas obras por U$ 5,1 milhões em um leilão em 2008 – o que a tornou uma recordista entre as artistas femininas vivas.

Obsessão X inspiração

Mesmo com toda sua fama e bens materiais, ela fez uma escolha inusitada: optou por morar em uma instituição psiquiátrica na capital do Japão, onde trata diariamente uma doença que enfrenta desde sua infância, o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), que também é a principal inspiração de suas obras. Todos os dias ela vai ao seu estúdio, perto do hospital, para trabalhar em novas ideias e comprova que permanece cheia de inspiração.

O estilo da japonesa é inconfundível: ela preenche com bolas repetidas muitas vezes todos os tipos de superfície e objetos, criando uma ilusão de ótica que invade o olhar de maneira forte. Árvores, salas, cavalos, roupas e plantas já receberam esse infinito pontilhado que ela executa com a paciência tipicamente oriental.

Consagração nos EUA

Desde criança, por causa de seu transtorno, a artista pintava os pontos em todos os tipos de lugar, como uma espécie de fuga do mundo real. A transformação de sua mania em arte deu-se quando ela, aos 27 anos, mudou-se para Nova York, para inspirar-se com os artistas ocidentais. Quando voltou ao Japão, há mais de 30 anos, já era considerada um ícone da pop art, assim como como Warhol e Lichtenstein.

Ímã de olhares

Aproveitando-se de sua maturidade artística, Kusama passou a desenhar outras formas, como espirais, mas sempre de maneira excessiva e agrupada. Ela também faz esculturas de flores e instalações na natureza, com luzes e bolas tridimensionais. Em todas as vertentes, seu estilo não passa despercebido: é um verdadeiro banquete para o olhar. Para conhecer mais obras da japonesa, acesse seu site oficial.

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