FAROESTE PAMPEANO


Sempre reclamamos e vemos de longe a violência em centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo e ficamos pensando que perigoso são lugares como esses. Mas não olhamos para a nossa própria casa e estamos vendo Porto Alegre e a região metropolitana como um todo ficar assim.

Na última sexta-feira, todos ficaram chocados com a violência da morte do secretário da Saúde da capital, Eliseu Santos. Ele, que também foi vice-prefeito, deputado estadual e vereador, foi morto a tiros na frente da família enquanto saia de um culto religioso no bairro Floresta. Mesmo bairro que foi morto o ex-presidente do Conselho Regional de Medicina, Marco Antônio Becker.

Assim como Becker, a suspeita no caso Eliseu é de que tenha sido uma morte por encomenda. O secretário era polêmico, colecionava inimigos, e estava no centro de uma investigação controversa. Já havia sido ameaçado de morte ano passado. E ele andava armado. Amigos dele disseram que ele já andava armado antes mesmo das ameaças. E ele reagiu, tanto que feriu um dos bandidos.

Há duas teorias da morte de Eliseu. Latrocínio e a morte por encomenda. A polícia não está descartando nenhuma hipótese. Se fosse um assalto comum, os assaltantes nem imaginavam quem estavam assaltando e a repercussão que isso ia dar. No caso da encomenda, os matadores pareceram amadores, pois, ao contrário do caso Becker, facilitaram as pistas, ou então são iniciantes nesta “arte”, trocaram o assassinato por dívidas de drogas, algo do gênero.

Pois bem. Dois dias depois, em plena movimentada tarde de domingo, um tiroteio no meio da Redenção. Para quem não é de Porto Alegre, só para situar, o parque da Redenção é o principal ponto de encontro das tardes de domingo na capital. O pessoal se reúne em rodas de chimarrão, artistas de rua apresentam sua arte e tem o brique, com artesanatos e tudo mais.

Mas nos últimos anos a Redenção tem sido tomada pela marginalidade. E foi que neste último domingo, houve a explosão do fato. Duas gangues marcaram via Internet uma briga na Redenção. Parece que era costume briga de gangues lá. Mas dessa vez levaram armas. E atiraram. E fizeram uma vítima, ainda não confirmada se seria de alguma das gangues ou não. E poderiam ter vitimado muitos outros inocentes que estavam ali, só curtindo a companhia dos amigos…

Fora os demais relatos que vemos no dia a dia, as contagens de assassinatos que a imprensa dá a cada semana. A própria noite de Porto Alegre que está um nojo de se sair (mas isso ficará para um outro post especial). Enfim, não se tem muito mais paz na capital gaúcha…

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