SEXO MAIS INOCENTE


pd_sex_070731_msDifícil não falar de sexo. Ele está na nossa vida e nas nossas mentes em pelo menos parte do tempo. Uma matéria da revista Galileu mostra que os jovens, hoje em dia, estão mais zelosos sexualmente. Isto é bom porque com as coisas do jeito que estão… Mas com segurança, uma perversão não faz mal a ninguém.

Jovens menos pervertidos
Sexo oral está na moda entre os adolescentes dos Estados Unidos. E isso só mostra que eles são mais responsáveis sexualmente que as gerações anteriores

A explicação pouco provável é do economista Tim Harford, que dedicou um capítulo ao tema em seu novo livro A Lógica da Vida, lançado em 5 de outubro. Harford, colunista do Financial Times e autor do Economista Clandestino, livro que vendeu um milhão de cópias em 30 línguas, compilou dados mostrando que, de 1994 a 2004, mais que dobrou o número de jovens de 12 a 24 anos que relataram a prática de sexo oral no país.

Em 1990, metade das mulheres e um quarto dos homens admitiam a prática. Em 2006, o índice estava entre 75% a 80% dos jovens e adultos. Nesse mesmo ano, os dados do Johns Hopkins Bayview Medical Center, em Baltimore, foram retratados em editorais do New York Times e ganharam um episódio especial no programa de Oprah Winfrey.

As famílias americanas entraram em pânico com a perversão de seus filhos. Harford, no entanto, foi atrás de mais números para explicar as causas desse aumento da libido juvenil. Descobriu que, desde o início dos anos 1990, o número de adolescentes virgens cresceu em 15% e o uso de pílulas diminuiu quase 20%, enquanto a utilização de preservativos subiu mais de 30%.

Com a ajuda de uma pesquisa da Universidade da Flórida, ele ganhou mais um argumento para sua desconfiança de que os jovens estavam optando por um tipo de sexo com menos risco de gravidez e doenças sexualmente transmissíveis: nos estados onde existem leis de notificação de aborto (para, por exemplo, os pais das jovens grávidas), há menos dados de sexo sem proteção.

“O risco da Aids, em conjunto com a educação intensiva sobre esse risco, provavelmente estimulou os adolescentes a escolher um substituto de menor custo, o sexo oral”, afirma o economista. “Ele é um sinal de que os adolescentes estão se comportando de maneira mais responsável, selecionado entusiasticamente – e racionalmente – uma alternativa a uma prática sexual mais arriscada.” É a prova de que a “epidemia” assustadora para os mais velhos foi apenas fruto da criatividade de jovens mais responsáveis e conseqüentes.

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