UMA EXPOINTER DO BARULHO


Expointer 2009 - Preparativos para a 32ª edição
Foto: Vilmar da Rosa / Sec. da Agricultura RS / Divulgação

Um dos motivos que este blog andou parado por uns tempos foi a Expointer. Para nós, jornalistas do agronegócio, é aquele momento onde família, amigos e cônjuges ficam em segundo plano.

Esta foi minha sexta Expointer como profissional. Pelo menos das que fiz, não lembro de uma com tanto assunto e tanta polêmica e notícias quanto essa.

Assina ou não os índices?

Para os leigos, índices de produtividade são um valor calculado pelo governo para determinar se as propriedades rurais estão de acordo com a produção que se espera dela. As propriedades que não atingem este índice, podem ser tomadas para fins de reforma agrária.

Já de cara, no primeiro dia, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, brigou com o deputado federal Ronaldo Caiado e a tropa de elite do agronegócio gaúcho sobre o assunto. Ele garantiu que os índices sairiam nos próximos dias.

Mas no outro dia o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse o contrário. As palavras do ministro tranquilizaram o setor como um todo. E a coisa foi assim, durante todo o evento. Os índices rolam ou não rolam? E qual cabeça de ministro deve rolar primeiro?

Lágrimas da borboleta

Uma das notícias que tomou conta do evento foi o choro da governadora Yeda Crusius. E logo num evento que a maioria da imprensa nem deu muita bola. Muita pauta caiu naquele dia devido as lágrimas da mulher que comanda o Estado.

Depois ela deu uma entrevista na Casa RBS, conduzida muito bem pela Ana Amélia Lemos, onde fez uma menção ao filme O Escafandro e a Borboleta. Pressionada pelo momento político que o Rio Grande do Sul passa, ela desabafou e teve seu momento de desafogo naquele dia.

O furacão Kátia

A presença da senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil, também marcou a Expointer. Entre debates de índies de produtividade e código florestal, anunciou um pedido de CPI para investigar os recursos para o MST.

Na sexta, falou no lugar do presidente da Farsul, Carlos Sperotto, no discurso na abertura oficial da feira. O momento marcante foi o recado aos Sem-Terra, onde disse que o ruralistas vão usar do direito em lei de legítima defesa caso haja invasões, incendiando ainda mais o debate sobre a reforma agrária.

Menos público, mais negócios

Em termos de visitantes, a Expointer foi uma das piores dos últimos anos, com 420 mil pessoas. Medo da Gripe A e feriadão de 7 de setembro ajudaram. Mas os negócios ultrapassaram os R$ 1 bilhão, fazendo com que os organizadores sorrissem. As máquinas foram as principais responsáveis por estes valores, com quase R$ 800 milhões.

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