RACISMO CONTRA RACISMO


maxixeliIa comentar esse assunto na sexta, mas a notícia da morte do Michael Jackson fez com que eu tivesse que derrubar a pauta ontem.

Aliás, Michael Jackson pode ser um símbolo dessa história. O negro que virou branco. Sabe-se lá o real motivo para renegar uma origem. O que é uma coisa absurda diga-se de passagem.

O fato ocorrido no jogo entre Grêmio x Cruzeiro na quarta-feira, onde o jogador Elicarlos acusou Maxi Lopez de racismo, nunca vai ser descrito como ele realmente aconteceu. Até porque sempre vai ser palavra contra palavra. Não há um registro do que realmente aconteceu no campo.

Como gremista, acredito que foi uma ação premeditada dos jogadores do Cruzeiro para criar um clima hostil no momento, pois se o ofendido foi ofendido no primeiro tempo, porque foi deixar para revelar a ofensa no final?

Mínimo estranho isso. Mas todos sabemos que em campo rola tudo. Mãe e mulher de jogador, sua sexualidade e outras coisas são muito citadas. Casos como esse devem ocorrer em todos os jogos. Mas raros são os que são revelados.

Mas, como cidadão, se houver provas da ofensa, Maxi é culpado. Deve ser punido. Talvez não com a prisão, mas multa, pena revertida em ações comunitárias, sei lá, pois pelas explicações, o fato se configuraria como injuria racial. Racismo, da forma que ele vier, não cabe. Seja contra raça, cor, sexo ou credo. Agora, no momento que se restringe o acesso ao trabalho, educação, saúde ou segrança a um cidadão por causa de sua cor merece cadeia na hora.

Aí entramos na questão de países. Todos sabemos o ódio entre brasileiros e argentinos. As piadas de um lado e de outro. Se Elicarlos chamou o jogador gremista de forma pejorativa em relação a ele ser argentino, deve ser punido tal qual o que o ofendeu. Parece piada, mas não é.

Quantas piadas de argentino contamos no nosso dia a dia, propagandas de cerveja humilhando os hermanos vemos por aí. E não pensem que do lado de lá eles não fazem então. Já temos um confronto histórico entre raças. Só ver o conflito interminável no Oriente Médio, os antigos conflitos que ocorriam de raças nos Estados Unidos, que até hoje continuam velados lá e aqui.

Mas precisamos analisar o lado inverso da coisa. Uma vez vi uma reportagem na TV que perguntava porque muitas mulheres loiras preferiam homens negros. Um dos entrevistados falou: “esse bando de branquela azedo não tem o gingado que nós temos”. Se vermos, branquela azedo foi usado de forma pejorativa. Poderia um caucasiano acusar este rapaz de racismo? Até poderia, mas não seria levado a sério.

Vamos para a parte cultural: uma música do O Rappa (grupo que eu gosto muito, inclusive várias dicas  culturais são com eles), chamada Ilê Ayê, que cita: “Branco, se você soubesse o valor que o preto tem, tu tomava um banho de piche, branco, e ficava preto também”. Imagina se um grupo decide cantar: “Negro, se você soubesse o valor que o branco tem, tu tomava um banho de talco, negro, e ficava branco também”. O rebuliço que iria dar.

Sempre justificam que a opressão secular em cima de negros e índios permitem essas coisas, que é hora de a sociedade pagar essa dívida com essas raças. Mas a questão de igualdades sociais, culturais e raciais devem ser completas, permitindo que haja direitos para todos os lados.

Para combater o racismo em si, precisamos de muitas revisões, começando pelas regras e leis que punem esses atos até a consciência e cabeça de todo e qualquer cidadão, seja ele quem for. Igualdade social é primordial, assim como a liberdade de expressão de ideias, desde que isso não seja ofensivo para o outro lado.

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