CONTRACULTURA BLAX


Escrevi mais umas linhas para a minha amiga Juliana no blog de cinema dela, o Matinê, sobre o gênero do filme abaixo, o Blaxploitation (que o Google me enganou com Blaxplotation)…

“Muitos lembram de Pam Grier por Jackie Brown, do diretor Quentin Tarantino. Mas poucos sabem que ela era uma das musas inspiradoras do diretor, que sempre curtiu a alternatividade cinematográfica. Pam Grier é simplesmente a rainha do Blaxploitation.

O Blaxploitation é a transcrição do movimento black para as telas do cinema. Enquanto nomes como James Brown, Quincy Jones, Isaac Hayes e Marvin Gaye colocavam em letras o movimento black, outros como Jack Hill transportavam para as telas a temática.

 pam_grier

Os filmes do segmento geralmente seguiam os baixos orçamentos da categoria. As temáticas envolviam questões raciais. Muitas vezes os brancos eram personagens tolos e inexpressivos (o que causou protestos de muitas entidades racistas que se disfarçavam de entidades de classe, principalmente em uma época onde a segregação racial nos Estados Unidos ainda era forte). Ou seja, era o negro superando o branco, até na hora de se dar bem com as branquelas.

Voltando à Pam Grier, um dos destaques do Blaxploitation é Foxy Brown (por aí se entende a “homenagem” de Tarantino com Jackie Brown), de Jack Hill. Ela interpreta uma sensual mulher que vê seu namorado, um policial da narcóticos que precisou mudar a identidade devido a ter seu disfarce descoberto, ser morto por uma gangue (chefiada e conduzida por brancos ricos) que lidava com tráfico de drogas. A partir daí ela vai em busca de justiça, usando desde a sua sensualidade até suas habilidades com lutas.

A sensação quando vemos Pam Grier 24 anos antes de Jackie Brown é de uma beleza extrema e sensualidade irresistível, ao contrário da vilã branca do filme, que é feia e só conquista o vilão galã pelo seu dinheiro. Até esses elementos são explorados no filme.

 foxy_brown

Foxy Brown e outros da modalidade precisam ser vistos e revistos. São ícones da contracultura do gueto, que expressou na arte do cinema suas ideias e seu pensamento, tornando o Blaxploitation um símbolo do cinema alternativo e mais difundido do que imaginamos”.

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