PROFISSÃO: CORNO


Será que existe uma profissão mais propensa a ser corno? Jornalista poderia ser esta profissão?

Afinal, plantões, viagens, etc… Tudo pode ser motivo. Jornalista esportivo deve sofrer em dobro. Imagina aquela alegria de cobrir uma Copa do Mundo ou então uma Olimpíada, mas ficar encucado se em casa alguém não está fazendo o outro serviço para ele.

A gente do agronegócio também não escapa. Aquela semaninha da Expointer é complicada…

Pois bem. Tudo isso foi para dizer que pelo menos em Rondônia parece que os jornalistas sofrem mais com isso. Inclusive existe uma associação para a categoria, onde os coleguinhas são maioria. Leia a notícia do site Comunique-se.

Jornalistas compõem diretoria de associação de homens traídos

Pode não ser a maior conquista que a classe de jornalistas obteve até hoje, mas é seguramente uma das mais extravagantes: a maior parte da diretoria da Associação dos Cornos de Rondônia (Ascron) é formada por coleguinhas. A categoria participou efetivamente de sua fundação, há quase 25 anos, e há jornalistas com cargos vitalícios entre os diretores.

A Ascron dá suporte a maridos traídos. O que mais intriga é a ligação histórica entre redações e a associação. Desde a fundação, jornalistas ocupam cargos relevantes na entidade.

A pergunta é indigesta e inevitável: jornalista tem maior chance de ser traído?

Afinal, existem pescoções, plantões, viagens. “O jornalista acaba esquecendo a mulher em casa. Alguém tem que dar carinho a ela”. A provocação parte de Pedro Soares, presidente da entidade, que hoje conta com mais de 8 mil associados.

Brincadeiras à parte, o fato é que jornalismo não tem relação com o popular chifre. O que deu origem à Ascron foi, sim, o senso de humor dos jornalistas. A entidade surgiu na mesa de um bar. “Apesar de ter começado como uma brincadeira, a associação ganhou proporção muito grande”, conta o jornalista Marcelo Reis, diretor da Ascron e hoje vereador em Porto Velho.

Soares tinha um bar próximo às redações do Estadão do Norte e da Rádio Eldorado do Brasil. Era o ponto de encontro após o expediente e foi ali que tudo começou. Em dezembro de 1982, ele andava cabisbaixo e um dia resolveu desabafar: havia sido traído. Surgiu, então, a ideia de criar uma associação para que homens como ele pudessem desabafar e admitir a derrota no relacionamento. Os frequentadores do antigo bar de Pedro Soares, quase todos jornalistas, foram se associando pouco a pouco. “Quem chegava para trabalhar em Porto Velho acabava sendo introduzido à cultura do corno também”, acrescenta Silvio Macedo dos Santos, cronista que assina como Zé Katraca.

Vantagens
Os benefícios para o associados são muitos. O mais peculiar é o serviço de cabeleireiro especializado em polimento no chifre. Porém, para ser sócio, não é preciso ser corneado. O presidente do Sindicato dos Jornalistas de Rondônia, por exemplo, não escapou da brincadeira. Casado há 23 anos com a mesma mulher, não há nenhum indício de adultério no casamento de Marcos Grutzmacher. Pos isso, nunca procurou a Ascron. “Mas eles colocam muita gente como sócio simpatizante”, diverte-se Grutzmacher.

João Carlos, radialista conhecido como JC, aproveitou a onda e criou o programa “Hora do Boi”, que vai ao ar todos os dias na Rádio Transamazônica. Entre uma música brega e outra, ouvintes traídos recebem ao vivo conselhos de JC e Pedro Soares. São ouvintes de todas as classes sociais e opções sexuais. Afinal, a entidade acompanhou as mudanças na sociedade. Hoje, homossexuais são aceitos e representam fatia cada vez maior entre os associados. Mulheres também podem se associar.

Caso você queira conhecer a Ascron, visite o site da entidade – com os votos de que seja por curiosidade e não por necessidade.

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