INCONSEQUENTE – CAPÍTULO 5


“Eu não gosto das atitudes da Flávia, mas invejo ela. Sempre cercada de tantos gatinhos. Ela é meio vulgar, mas é minha amiga…”
Karine

inconsequente2

Paulo leva Karine para casa. Ele tenta puxar papo, mas a menina responde sempre com um “sim”, um “não” ou as vezes nem responde. Ela só é mais clara para indicar o caminho de casa.

– Dobra aqui, é à direita. Segunda casa… – indica Karine.

Paulo chega até a frente da casa de dois andares em uma rua tranquila. Paulo para o carro.

– Olha, está entregue…

Antes de Paulo terminar a frase, Karine se envolve pelo pescoço dele e o beija. Paulo meio surpreso acaba aceitando e também envolve a menina. Enquanto os dois estavam esquentando, uma luz dos faróis de outro carro ilumina os dois. Eles se afastam…

– Minha irmã – diz Karine, que sai do carro rapidamente e entra correndo em casa.

Paulo nota que as pessoas do carro o olham com olhar de desaprovação, principalmente a mulher que é carona, no qual ele acredita conhecer de algum lugar. Para não complicar a situação, ele arranca e sai da frente da casa de Karine.

No caminho Paulo pensa sobre o que aconteceu. Ele apenas ri. Fica com aquela sensação que se deu bem. Liga o rádio e coloca a música a toda. O caminho até sua casa ainda é longo.

Ele chega em casa. Nota que há uma luz acesa. Paulo não lembra de ter deixado nada aceso. Chegando no escritório vê Jéssica em frente ao computador, com um olhar fixo. Ele até não estranha, pois ela tem uma cópia da chave de seu apartamento. Paulo chega mais perto, e gela. Ele vê os históricos de seu MSN de suas conversas com Flávia. Paulo tenta conversar…

– Querida, …

– Cala a tua boca – responde de forma seca e fria Jéssica.

Paulo fica quieto. Não sabe o que falar essa hora.

Jéssica começa o sermão.

– Trabalhando é? Sabe a vergonha que foi eu receber um telefonema no meio da janta dizendo que tu estavas de pegação com a irmã menor da Amanda?

Paulo lembra. Aquela menina que lançou um olhar reprovador para ele no carro enquanto beijava Karine era uma amiga de faculdade de Jéssica. Ele só pensava no azar que teve. “Putz, nunca que ia advinhar que aquele galetinho era irmã de uma amiga da Jéssica”

– O que deu em ti? Anda atrás de guriazinhas agora? Eu não dou mais conta? – Pergunta Jéssica.

Paulo não responde, só pega um uísque e baixa a cabeça.

– Pelo amor de Deus Paulo! Desde quando anda fazendo isso? Desde quando anda me traindo?

– Olha Jéssica… – tenta falar Paulo.

– Não quero saber! – se exalta Jéssica, no momento em que começa chorar.

Paulo larga o copo de uísque na mesa e se aproxima de Jéssica.

– Sai de perto de mim! – grita ela, no momento em que pega sua bolsa e decide ir embora. Paulo só ouve a forte batida da porta que ela dá. Naquele momento ele percebe que Jéssica havia deixado a cópia das chaves dela em cima da mesa do computador.

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