INCONSEQUENTE – CAPÍTULO 4


“É legal pegar uma e sacanear a outra. Eu quero as duas. Meu maior fetiche é ter as duas amigas juntas, a loira e a morena”
Anderson

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Paulo se dirige até o local da festa. Em uma estradinha paralela, ele avista o sítio. Um local isolado do mundo bem propício para toda e qualquer libertinagem que se quiser fazer. Paulo entra no sítio, estaciona e logo vê que alguns jovens estão fumando maconha em alguns grupinhos. Ele olha e não acha Flávia naquele grupo, apenas reconhece o garoto dos recados dela, o Anderson.

Paulo entra no galpão onde toca o som. Percebe que, além dele, só existem dois adultos na festa: o DJ e o atendente do bar. Também não reconhece Flávia em nenhum dos grupinhos, apenas reconhece a outra menina dos recados de Flávia, a tal Karine. Paulo se desloca até o bar.

– Pois não? – pergunta o atendente, um homem com cara de quem não está gostando de estar ali.

– Me vê uma cerveja – pede Paulo.

– Não temos cerveja aqui meu caro, é uma festa de adolescentes – retruca o atendente, com cara de poucos amigos.

– Bah, nem uma bebidinha para deixar a gente alegre? – responde Paulo, tentando fazer amizade com o atendente.

– Não – responde a seco o homem do bar.

– Ah….

– És professor da escola? – pergunta o atendente.

– Não, vim por comvite de uma aluna. Aliás, viste uma menina loirinha, bem bonitinha, gostosinha, por aí?

– Não, não… não vi – responde o atendente, agora se afastando de Paulo e indo atender uma garotada.

Paulo se escora no balcão. E vê que Anderson entra no local. Ele, totalmente bêbado e chapado, chega perto de Karine. Ele tenta agarrar a menina, que empurra o rapaz. Ele insiste em beijá-la. E ela vira o rosto. Até que Karine empurra Anderson e dá um tapa no rosto do rapaz, que apenas ri desesperadamente. Ela, braba, sai do salão. Paulo então segue a menina. Na rua, ele vê que Karine chora sentada em uma pedra.

– Oi – fala Paulo.

– Karine levanta a cabeça, com a cara toda vermelha de tanto chorar, mas não fala nada.

– Desculpa te interromper, mas sou amigo da Flávia, e…

Karine interrompe Paulo.

– Não sei cade aquela idiota. Tudo isso é culpa dela. Só quero ir embora daqui.

Neste momento Karine pega o celular. Vai chamar a irmã para buscá-la no sítio. Paulo novamente interrompe.

– Peraí, peraí… Eu to indo embora, eu te levo.

Karine hesita um pouco, mas decide aceitar a carona.

– Só um pouquinho, vou no banheiro e já volto – diz Paulo.

No banheiro, Paulo está no mictório e ele vê que Anderson entra, carregado por dois colegas. Chegando ao vaso, Anderson começa a vomitar. Assistindo aquela cena lamentável, Paulo se retira e pensa “o que estou fazendo aqui?”

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