REPORTAGENS REMASTERIZADAS 08 – TRABALHO VOLUNTÁRIO


O bom filho a casa torna
Adolescentes da vila Cruzeiro do Sul exercem trabalho voluntário em instituição na qual eram atendidos

Desde 1976 a Fundação Cazemiro Bruno Kurtz atende a comunidade carente da Vila Cruzeiro do Sul, em Porto Alegre. A entidade, mantida pela Associação Cristã de Moços, recebeu o certificado de Responsabilidade Social da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul graças, principalmente, pelo trabalho voltado para as crianças.

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Um dos destaques da atuação da Fundação junto à comunidade é o trabalho voluntário realizado por crianças que um dia já foram atendidas pela entidade. “A gente tem um grupo de voluntários que é do apoio sócio-educativo. Jovens que freqüentaram a instituição e que quando completaram 14 anos ficaram meio que a mercê, não tinham para onde ir”, afirma Ângela Aguiar, assistente social que atua na Fundação. 

Os serviços prestados pela entidade contam com a creche, que atende 250 crianças até os seis anos de idade, e o Centro da Juventude, que atende 160 crianças e adolescentes dos sete aos 14 anos de idade. Atividades esportivas, oficinas e aulas de educação ambiental e informática fazem parte das atividades desenvolvidas no Centro da Juventude.

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Os voluntários se dedicam a práticas esportivas e atividades de campo com as crianças, mas eles sempre passam algumas lições a mais. “Se formou um grupo que tem por objetivo trabalhar o voluntariado dentro da instituição. Crianças daqui voltando para a instituição podendo passar para outras crianças o que viveram aqui dentro”, ressalta Ângela.

Danielle Araújo foi uma das crianças que freqüentou a Fundação. Ela entrou quando tinha seis anos de idade. Hoje, com treze anos, busca juntamente com os colegas voluntários levar aos pequenos lições de amor, carinho e solidariedade. “Eu estou passando um pouco do que eu aprendi aqui para os outros. Eu estou me sentindo realizada porque o que eu aprendi aqui, a minha convivência com as pessoas, o que eu tenho para passar é muita coisa”, conta.

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A voluntária também fez cursos realizados pela ACM para se preparar a lidar com as crianças e levar a elas novas experiências. Quando perguntada sobre o trabalho, Danielle suspira, e fala sobre a relação com as crianças da entidade. “O que a gente senta como voluntário é que a gente recebe muito das crianças carinho. Elas contam para a gente o que está acontecendo com elas”.

A felicidade das crianças é notada em cada rosto, em cada expressão. Diante das câmeras, elas posam para a fotografia. Um sorriso vale muito para cada uma delas. Os voluntários são parte da vida de cada uma. No corredor, Danielle é cercada por diversas crianças, que abraçam e beijam a voluntária, que hoje é mais do que uma irmã para elas.

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