DIÁRIO DE TÓQUIO 01 – CHEGADA E IMPRESSÕES


A ficha começou a cair no portão de embarque no aeroporto de Milão. Como a maioria dos passageiros do vôo eram japoneses, já ficava ali o ar daquilo que seria a viagem. São bastantes os contrastes entre o povo. Ali a gente podia perceber desde os tradicionais japoneses, como senhores e senhoras ao estilo de turistas, até os jovens, muitos até com visuais bem diferentes.

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No avião, o mesmo causo: aquele mapinha angustiando a gente com as 13 horas de vôo que foram. No total foram 42 horas de viagem, sendo que 26 dentro de vôos e o resto esperando em conexão. Enfim alegria! Lá estava eu no aeroporto de Narita! Os estrangeiros que entram no país precisam tirar uma foto e registrar os dois indicadores. Eu como bom polonês fiz isso e passei por aquelas burocracias de abrir mala, responder o que fazia ali, quanto tempo e onde ia ficar. Mas os japoneses sempre simpáticos e atenciosos em todo o atendimento.

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Dali contratei um serviço que levava minha mala para o hotel, até que não era muito caro, levando em conta que o Narita fica como se fosse de Porto Alegre a Novo Hamburgo em termos de distância. Encarei uma viagem de metrô. Mas o metrô aqui se bem usado é uma ferramente de locomoção na qual ajuda muito. As estações são bem identificadas e o metrô é muito rápido. Saí então da estação Narita até a Nippori, onde faria a conexão para seguir até a Akihabara, uma estação próxima ao meu hotel.

O bacana é ir observando a periferia entre o aeroporto e o centro de Tóquio. Toda ela é composta de pequenas casas e grandes prédios com pequenos apartamentos. O metro quadrado no Japão é um dos mais caros do mundo. Dá para ver também algumas pequenas plantações de arroz ao longo do caminho.

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Em Nippori, já dá para ver a agitada movimentação da cidade, mas em Akihabara a coisa fica mais forte. Depois de descer caminhei um pouquinho té chegar no hotel. O quarto é muito pequeno e o banheiro é uma caixinha. Mas nada que não seja com conforto e tecnologia.

Algumas coisas interessantes já podem ser reveladas. Tóquio parece uma cidade que se comunica contigo, seja por aquele monte de sinais e anúncios grandes, piscantes e coloridos, quanto pelas publicidades que falam contigo. E todos, como disse antes, simpáticos e atenciosos. Em duas situações peguei atendentes que não sabiam o inglês. Eles entenderam meu drama e foram super solícitos, acredito que eles devem lidar muito com isso, e como uma cidade turística que se preze, Tóquio está preparada para isso. Em termos de educação os motoristas dão show. Mesmo com o movimento, eles sempre (e digo sempre) param nas faixas para o pedestre atravessar.

Antes que perguntem: aqui é muito comum ver pessoas de máscara na rua, como se tivessem sido operadas. Na realidade aquilo é um forma de se proteger e não passar vírus de gripe principalmente, ainda mais que agora é inverno aqui…

A partir dos próximos posts vou começar a falar dos lugares visitados.

P.S.: Enquanto escrevo passa na TV uma novela onde uma das atrizes é a menina que interpretou a Gogo, a menina má e capanga da Lucy Liu em Kill Bill.

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