SIMONAL, O INJUSTIÇADO


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Estava vendo na Globo News uma entrevista sobre o documentário que vão lançar da carreira do cantor Wilson Simonal. Um dos diretores de “Simonal – Ninguém Sabe o Duro Que Dei” é o casseta Cláudio Manoel.

Eles falavam do tabu que é falar de Simonal. Um homem que, no auge da sua carreira foi destruído por uma mentira. Aquela mentira repetida tantas vezes que vira verdade em meio à opinião pública.

Ele transitou pela Bossa Nova, pelo Soul e pelo Samba. Ele era um músico versátil. Ele foi apresentador de progama. Ele cantou com Sarah Vaughan. Ele foi amigo de Pelé. Ele lançou moda. Ele ditou a moda. Ele foi tudo isso e mais um pouco.

Mas Simonal, reza a lenda, mandou dar uns tapas em seu contador, que lhe aplicou um desfalque. Os tapas doeram no ego do homem, e este espalhou que o cantor era o X-9 do meio musical em meio à ditadura, ainda mais que Wilson já tinha sido do exército. E o pior? A classe acreditou.

Anos se passaram e Simonal desceu a ladeira abaixo. Chegou ao fundo do poço. Morreu em 2000. E mesmo com desmentidos e mais desmentidos sobre o fato, tem gente que ainda acredita que a mentira é verdade.

Mas Simonal ressurge. Seja com uma música num filme, outra num comercial da Nike, em livros e até em documentários sobre a vida dele. Justiça que acaba feita, mesmo que tardiamente.

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